14/10/2024

Avaliações de oftalmologista de óculos anti luz azul

Ciência · Opinião de Especialistas

O que dizem os oftalmologistas sobre a luz azul?

Mito ou realidade? Descubra as recomendações de especialistas renomados — e por que o princípio da precaução já é suficiente para agir.

A luz azul está em todo lugar. Ela é emitida por quase todas as nossas telas — TV, computador, tablet, smartphone — e por todos os LEDs que iluminam nossas casas. E sua exposição pode afetar sua saúde ocular de formas que ainda estamos aprendendo a quantificar.

A luz azul faz parte do espectro eletromagnético que fica logo acima do Ultravioleta (UV) e abaixo da luz verde. Seu comprimento de onda está entre 380 e 500 nm — ondas curtas que produzem mais energia que outras cores visíveis.

Espectro de luz azul — posição entre UV e luz verde

Será possível que esta energia forte seja responsável por efeitos nocivos à nossa saúde? Isso é o que cada vez mais estudos têm destacado — e é o que os oftalmologistas realmente dizem.


Consenso científico

Todos os especialistas concordam:
a luz azul afeta o sono

A luz azul bloqueia a secreção de melatonina — o hormônio que existe para facilitar o adormecimento e mantê-lo dormindo à noite. Basicamente todos os oftalmologistas concordam que ela tem um forte impacto no ritmo de vigília e sono.

A luz azul tem um impacto muito maior que outras luzes no sono — o dobro da luz verde, por exemplo, conforme o estudo de Harvard.

Pessoa com dificuldade para dormir por causa da luz azul das telas


Efeitos em estudo

Os riscos que os especialistas
já identificaram

01 Danos na retina e DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade)
02 Dores de cabeça e enxaquecas
03 Fadiga ocular digital (CVS — Síndrome da Visão Computacional)

Oftalmologista em consulta — avaliação de risco da luz azul


Efeito 01

Danos na retina e DMRI

Esses efeitos são ainda mais significativos em crianças, cujos mecanismos de proteção ocular não são tão poderosos quanto os dos adultos.

Gilles Renard — Diretor Científico, Sociedade Francesa de Oftalmologia

"Não sabemos quais são os efeitos da luz azul escura em condições reais, mas podemos pensar que é certamente tóxica, especialmente em crianças cuja córnea e o cristalino mais claro permitem a passagem de quase todo o azul."

Serge Picaud — Neurobiologista, Diretor do Inserm do Vision Institute

"Foi demonstrado em um modelo in vitro de DMRI que o comprimento de onda mais tóxico para as células da retina está em torno de 415–455 nm. Vários estudos epidemiológicos demonstraram que a luz azul é um factor de risco para a DMRI."

Fundação Americana de Degeneração Macular

"Os raios azuis do espectro parecem acelerar a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) mais do que qualquer outro raio do espectro."

Beaver Dam Eye Study

"A exposição à luz azul em adolescentes e pessoas na faixa dos 20 e 30 anos pode aumentar o risco de desenvolver DMRI em 10 anos e duplicar o risco de sofrer cegueira ao longo da vida."

Prof. Ajith Karunarathne — Universidade de Toledo (EUA) · Publicado na Nature

"Estamos continuamente expostos à luz azul e o olho não consegue bloqueá-la ou refleti-la. As células fotorreceptoras são inúteis sem o retinal produzido no olho. Se você expor a retina à luz azul, ela mata as células fotorreceptoras. As células fotorreceptoras não se regeneram no olho. Quando estão mortas, estão mortas para sempre."

Vincent Gualino — Oftalmologista, Hospital Lariboisière (Paris)

"Acima de tudo, é o efeito cumulativo que pode ser prejudicial."

Equipamento de teste oftalmológico


Efeito 02

Dores de cabeça
e enxaquecas

Pessoas que sofrem de enxaqueca geralmente relatam aumento da sensibilidade à luz. A luz azul de dispositivos eletrônicos pode desencadear crises de enxaqueca — e a luz azul é geralmente a tonalidade mais dolorosa para quem sofre de fotofobia.

Muitos especialistas recomendam limitar o tempo de tela para pessoas que sofrem regularmente de fortes dores de cabeça e sensibilidade à luz.

Oftalmologista avaliando lentes anti luz azul


Efeito 03

Fadiga ocular digital

Dr. Pietrini — Oftalmologista, Faculdade de Medicina Broussais Hôtel Dieu

"A luz azul causa brilho nos olhos, complica o contraste visual e afeta a acuidade. É a duração da exposição e a sua intensidade que apresentam um perigo cada vez mais significativo. Esta exposição prolongada causa fadiga ocular — ardor nos olhos, dores de cabeça — e, mais gravemente, pode danificar estruturas oculares como o cristalino e a retina."

A luz azul não é a única responsável pela Síndrome da Visão Computacional (CVS), mas contribui fortemente para ela.


Recomendações

Como se proteger
da luz azul

Uma das soluções mais simples são os óculos anti luz azul — mas tenha cuidado: nem todos são iguais. O ideal é filtrar entre 380 e 450 nm, com atenção especial entre 380 e 430 nm.

Proteção direta:

Use óculos para tela que filtrem luz prejudicial — para homens, mulheres e crianças
Evite usar telas de 2 a 3 horas antes de dormir
Use luzes amarelas ou vermelhas mais fracas à noite
Faça pausas regulares para descanso visual
Não acenda a luz ao acordar durante a noite

Para o bem-estar geral:

Pisque os olhos regularmente para mantê-los hidratados
Beba bastante água para se manter hidratado
Ajuste o brilho do seu ambiente de trabalho
Certifique-se de que sua tela seja de boa qualidade

Ainda há muito a descobrir — mas o princípio da precaução já é necessário para uma luz que invadiu o nosso cotidiano e cujos estudos mais sérios já destacam riscos graves.

As primeiras conclusões são suficientemente negativas para aplicar um princípio de prevenção que não custa muito. Esperar pela ciência enquanto se expõe diariamente é um risco que você não precisa assumir.

LP Vision

Não espere os sintomas
aparecerem para se proteger.

Lentes LP Control com filtragem cirúrgica em 380–450 nm — o espectro que os especialistas identificaram como o mais nocivo.

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